Vixen - DC Comics

Vixen

Informações

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Histórico

Vixen (Mari Jiwe McCabe) é uma super-heroína africana, criada por Gerry Conway e Bob Oksner, estreando em Action Comics #521 (julho de 1981). É uma das primeiras heroínas negras dos quadrinhos americanos. Seus poderes vêm do Totem Tantu, um artefato mágico que lhe permite canalizar as características de qualquer animal.

Origem e História

Na antiga Gana, o guerreiro Tantu pediu a Anansi, o Deus-Aranha, que criasse um totem que concedesse ao usuário todos os poderes do reino animal — desde que os usasse para proteger os inocentes. O totem foi passado aos descendentes de Tantu até chegar aos McCabe.

Mari Jiwe McCabe cresceu em uma pequena vila na nação fictícia de Zambesi (África), ouvindo a lenda do Totem Tantu de sua mãe. Sua mãe foi morta por caçadores furtivos, e Mari foi criada por seu pai, o Reverendo Richard Jiwe, líder da vila. O próprio Reverendo foi morto por seu meio-irmão (tio de Mari), o General Maksai, que queria o totem.

Mari mudou-se para a América, estabelecendo-se como modelo em Nova York sob o nome Mari McCabe. Usando sua nova riqueza, viajou pelo mundo. Numa viagem de volta à África, enfrentou seu tio e recuperou o Totem Tantu, usando seu poder para se tornar a super-heroína Vixen.

Carreira Heroica e Primeiras Equipes

Vixen fez apenas duas aparições como combatente do crime solo antes de se juntar à Liga da Justiça reorganizada por Aquaman (Liga da Justiça Detroit). Durante seu tempo na LJA, o General Maksai roubou o totem, mas o artefato só concedia poder pleno a quem o usasse para proteger inocentes; Maksai transformou-se em uma fera furiosa e morreu em batalha com Vixen.

Quando a equipe enfrentou o androide assassino Amazo, Vixen salvou a si mesma e a seus colegas usando seus poderes para quebrar suas amarras e cavar para fora de um fosso. Vixen continuou com aquela encarnação da LJA até que seus companheiros Aço e Vibro foram mortos, levando o Caçador de Marte a dissolver a equipe.

Nessa época, Vixen uniu forças com Animal Man (Buddy Baker), que estava tendo problemas com seus próprios poderes.

Esquadrão Suicida

Uma sessão de fotos no Caribe tornou-se violenta: colegas de Mari foram mortos por traficantes de drogas. Ela apelou ao governo, que encaminhou o caso ao Esquadrão Suicida. Vixen se infiltrou para capturar o chefão do tráfico Cujo, mas perdeu o controle e o matou. Revoltada, concordou em trabalhar com o Esquadrão até que seus instintos animais pudessem ser controlados. Trabalhou com o Esquadrão por algum tempo, vendo mais companheiros morrerem. Seu romance fracassado com Ben Turner (Tigre de Bronze) a fez recusar um convite para se juntar novamente ao Esquadrão, mas acabou retornando relutantemente. Desistiu de um futuro com Tigre de Bronze (pois ele nunca admitiria precisar de ajuda) e deixou a equipe.

Outras Aventuras e Equipes

Vixen continuou trabalhando disfarçada, realizou missões para a Xeque-Mate, auxiliou Oracle e as Aves de Rapina (infiltrou-se em um culto de "super-heróis", foi submetida a lavagem cerebral, mas recuperou o juízo canalizando a teimosia de uma mula). Ajudou o Flash contra Gorilla Grodd, a Mulher-Maravilha contra Circe, e juntou-se ao Corpo Ultramarino (onde foi submetida a lavagem cerebral por Grodd e enviada para lutar contra a LJA).

Crise Infinita e Um Ano Depois

Após a morte de Sue Dibny em Crise de Identidade, Vixen juntou-se novamente a seus colegas da LJA. Adotou um novo uniforme inspirado em sua contraparte do desenho Liga da Justiça sem Limites.

Vixen foi enganada por Solomon Grundy (que ganhara inteligência aumentada após sua ressurreição). Grundy planejava fundir seu espírito com o corpo de Amazo. Sem seu totem, Vixen descobriu que sua conexão inata com o "Vermelho" (a essência da vida animal) estava se desfazendo. Conseguiu travar o totem, mas sua mente se perdeu em um bando de pássaros migratórios. Imitando as habilidades de um menino, recuperou sua mente e voou para Nova York para recuperar seu totem.

Liga da Justiça da América (vol. 2) e Anansi

Vixen tornou-se membro fundador da nova LJA. Seu arco principal envolveu uma mudança em seus poderes: ela passou a drenar os poderes daqueles ao seu redor, em vez de canalizar características animais. A presidente Canário Negro a suspendeu da equipe até que o problema fosse resolvido com a ajuda de Zatanna.

Zatanna viu uma visão mística de Vixen e Animal Man como marionetes. Vixen e Animal Man foram sugados para dentro do Totem Tantu, presos na teia de Anansi. Anansi revelou que, como deus das histórias, alterara suas histórias pessoais e fontes de poder para testá-los. Restaurou sua conexão com o Vermelho, mas alterou as histórias dos membros da LJA para impedir que a equipe fosse fundada. Vixen escapou, reuniu os novos membros da Liga e forçou Anansi a retornar as coisas ao normal apontando uma arma para seu próprio totem (destruí-lo os destruiria a todos). Anansi revelou que tudo fora um teste: a realidade havia mudado em um nível fundamental, e ele precisava de alguém para agir como seu agente contra alguém que pudesse se aproveitar da situação.

Vixen: O Retorno do Leão

Vixen retornou à sua aldeia natal pela primeira vez. Descobriu que um senhor da guerra local, Aku Kwesi (o mesmo homem que matou sua mãe anos atrás), havia assumido o controle de várias aldeias de Zambesi. Kwesi tinha poderes que rivalizavam com os dela, baseados em tecnologia avançada e produtos químicos fornecidos por Whisper A'Daire (da Intergang). O resto da LJA foi à África para ajudar, mas Kwesi usou uma poção zumbi para controlar Superman e Canário Negro.

Crise Final e Após

Vixen compareceu ao funeral do Caçador de Marte e participou da batalha contra as forças de Darkseid. Após a Crise Final, a LJA ficou em frangalhos. Vixen e os membros restantes recrutaram Hardware e Ícone para derrotar Starbreaker. Mais tarde, Vixen quebrou a perna em uma batalha contra Prometheus (com a maça do Gavião Negro). Após os Lanternas Negros atacarem, Vixen deixou a equipe para se recuperar.

The New 52 e DC Rebirth

Vixen foi recrutada para a nova Liga da Justiça Internacional, mas ficou em coma após uma explosão. Mais tarde, foi recrutada por Ciborgue para a escalação principal da Liga da Justiça. Em DC Rebirth, foi recrutada por Batman para sua nova Liga da Justiça da América.

Poderes e Habilidades

Os poderes de Vixen são focados no Totem Tantu, um artefato criado por Anansi que lhe concede uma conexão com o campo morfogenético da Terra (o "Vermelho"), permitindo-lhe adotar as habilidades de animais familiares (uma de cada vez). Mesmo sem o totem, ela retém algumas habilidades (devido à sua linhagem "godkin" como descendente de Anansi), mas em nível reduzido. Em um período, perdeu suas habilidades relacionadas a animais e ganhou temporariamente a capacidade de imitar habilidades metahumanas.

Além de seus poderes, Vixen é uma combatente corpo a corpo experiente (treinada pela LJA, apesar de sua preferência por furtividade) e conhece técnicas usadas pelo Tigre de Bronze. É também uma empresária de sucesso, cuja inteligência lhe permite sucesso internacional, financiando suas atividades de combate ao crime.

Legado e Caracterização

Vixen é uma das primeiras heroínas negras dos quadrinhos americanos e uma das poucas superheroínas africanas de destaque. Sua criação por Gerry Conway visava preencher duas lacunas: a falta de heroínas adultas na DC e a falta de representação de minorias. Ela foi inspirada nas supermodelos da época — mulheres que eram objetos do olhar masculino, mas também extremamente poderosas, donas de sua própria imagem, negócios e identidade.

Sua conexão com o Totem Tantu e com Anansi a liga à mitologia africana de uma forma rara nos quadrinhos ocidentais. Sua capacidade de canalizar animais a torna extremamente versátil, e sua inteligência e habilidades empresariais a tornam autossuficiente. Vixen é uma heroína que navega entre mundos: África e América, modelagem e combate ao crime, trabalho solo e equipes (Liga da Justiça, Esquadrão Suicida, Aves de Rapina). Sua jornada é marcada por perdas (mãe, pai, companheiros de equipe) e pela luta constante para controlar seus "instintos animais" — uma metáfora poderosa para o equilíbrio entre civilização e natureza, razão e emoção.


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