Joe Casey é um roteirista norte-americano conhecido por sua abordagem experimental, autoral e muitas vezes subversiva dentro do gênero de super-heróis. Surgiu com força no final dos anos 1990 como parte de uma geração de escritores que buscavam renovar a linguagem dos quadrinhos mainstream.
Casey ganhou destaque inicial na WildStorm, onde escreveu títulos como Wildcats, dando uma abordagem mais política e conceitual à equipe. Seu trabalho frequentemente explora temas como poder, mídia, cultura pop e a desconstrução da figura heroica.
Na Marvel Comics, escreveu fases de personagens importantes como:
Seu período em Uncanny X-Men é lembrado por um tom mais introspectivo e por tentar atualizar os mutantes para o início dos anos 2000, embora tenha dividido opiniões.
Fora das grandes editoras, Joe Casey se destacou bastante no cenário independente, criando obras como Gødland, uma homenagem psicodélica ao estilo cósmico de Jack Kirby, e outras séries autorais que misturam sátira, metalinguagem e crítica cultural.
Joe Casey é frequentemente associado à chamada “virada autoral” dos quadrinhos americanos dos anos 2000 — um período em que roteiristas passaram a imprimir visões pessoais mais marcantes mesmo dentro de universos corporativos. Seu trabalho pode não ser unanimidade entre fãs tradicionais, mas é amplamente reconhecido por sua ousadia e ambição criativa.