Frank Miller é um dos quadrinistas mais influentes e controversos da história dos quadrinhos modernos. Roteirista e desenhista, ele foi responsável por redefinir o tom sombrio e adulto de diversos personagens, especialmente no universo do Batman.
Miller ganhou destaque nos anos 1980 ao revitalizar o personagem Demolidor na Marvel, mas foi na DC que consolidou seu nome como revolucionário da narrativa gráfica. Em Batman: The Dark Knight Returns, apresentou um Bruce Wayne envelhecido, brutal e desencantado, em uma Gotham decadente. A obra não apenas redefiniu o Batman como também ajudou a inaugurar uma era mais madura nos quadrinhos mainstream, influenciando gerações de autores e adaptações futuras.
Logo depois, escreveu Batman: Year One, que reconstruiu a origem moderna do herói e aprofundou o desenvolvimento de James Gordon. Essa história se tornou base para várias interpretações posteriores do personagem, incluindo elementos vistos em filmes como Batman Begins.
Fora do universo do Batman, Miller também criou a graphic novel Sin City, marcada por estética noir extrema, violência estilizada e forte contraste em preto e branco. A obra foi adaptada para o cinema por Robert Rodriguez. Outro trabalho de grande impacto foi 300, releitura estilizada da Batalha das Termópilas, que também ganhou adaptação cinematográfica.
O estilo de Miller é caracterizado por narrativas duras, personagens moralmente ambíguos, violência explícita e forte influência do cinema noir e da cultura pulp. Ao mesmo tempo, sua carreira também gerou críticas, especialmente por posicionamentos políticos e por obras posteriores consideradas excessivamente sombrias ou ideologicamente carregadas.
Independentemente das controvérsias, Frank Miller é uma figura central na transformação dos quadrinhos em mídia mais adulta e complexa. Seu impacto no Batman e na cultura pop como um todo é profundo e duradouro.